Em milhares de linhas desenhadas, em cada cor escolhida a dedo, em lingerie que acaba pela pele, em uma simples calma, em um trago do cigarro, onde me traga e me devolve ao mundo vazio, cheio de pessoas, em uma calma cama, em um êxtase, em uma janela de apartamento, em um vidro próximo a uma parede de concreto pintado, encardido, em um vaso de plantas próximo a cama, em um observar a janela do ap da frente, em tirar de novo a lingerie, em deita-la, em colocar com força, em estar perto, em desligar, em voltar, ao mundo, vazio, cheio de pessoas, em um trago ela me traga, me puxa, me engole, me suspira, me sorri, me deita junto à ela, nua, branca, com uma linda pele, maos nos peitos, mãos nos seios, a respiração é ótima, o cansaço é ensurdecedor, o sono te abraça, por completo, te abraça, como se os dois entrassem na cama, e se conhecessem de novo nos sonhos.
A solidão te abraça e te toma por inteiro, como se você deitado em sua cama fosse engolido por ela, tantos nomes, tantas pessoas nesse mundo, tantas possibilidades de falar com elas em qualquer minuto, mas a solidão ainda te toma por inteiro, se ocupar o tempo todo te faz sentir menos isso, as vezes não ter alguém por perto pra se concentrar em algo, mas que algo e monte de coisa é esse que tu faz, a solidão faz um envolocro de você, te desmente no escuro e te ilude no claro, te amarra ao teu quarto.








